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[PolÃ*tica] 25 de Abril de 1974 até hoje
O tópico que foi dedicado a esta temática foi fechado pelas razões aparentes. Assim, e tentando que seja uma discussão democrática liberal, proponho que se faça um reflexão sobre este perÃ*odo até aos nossos dias.
Reflexão
O estudo deste perÃ*odo da história de Portugal é, sem dúvida, benéfico para a compreensão do estado actual da nossa polÃ*tica, bem como, da nossa situação social.
As principais conquistas que se obtiveram com o Movimento Militar do 25 de Abril, a conhecida “Revolução de Abril†ou a “Revolução dos Cravosâ€, foram, sem dúvida, a liberdade, a solidariedade (por efémera que esta tenha sido), e a possibilidade de, publicamente, se poderem exprimir as nossas opiniões. É claro que o conceito de liberdade varia de indivÃ*duo para indivÃ*duo e nunca se conseguirá chegar a um conceito universal para uma palavra de sentidos tão latos.
A possibilidade de se poder exprimir publicamente a opinião, levou a que algumas pessoas, dos vários estratos sociais, utilizassem esse direito como um fundo inesgotável de “sabreâ€. As opiniões começaram a ser levianas, não fundamentadas; diz-se o que se quer, porque se quer e porque se acha que está certo; a opinião dos que nos rodeiam é marginalizada - Não será também uma perda de liberdade?
A mim preocupa-me, sinceramente, a falta de conhecimento dos jovens e também dos adultos em relação a este perÃ*odo da nossa história. Não me aflige que chamem ao movimento militar do 25 de Abril, uma “Revolução†–, pois a nÃ*vel sociológico passamos de um regime autoritário repressivo para um regime democrático. Contudo, o 25 de Abril, e sob uma análise da História (ciência humana mais cientÃ*fica), se foi feito por militares que “assaltaram†o poder, deveria ser chamado golpe ou movimento militar. Outro dogma que me faz confusão, é o facto de chamarem ao Estado Novo, Fascismo. O Conceito de Fascismo pressupõe l a implementação de um regime ditatorial, contudo, houve, no Estado Novo, a seguir Ã* II Guerra Mundial, um processo de democratização do regime - eleições que António de Oliveira Salazar caracterizou como sendo “Tão livres como na livre Inglaterraâ€. O facto é que, embora na verdade tenham sido forjadas, não deixou de haver eleições. Para além disso, o próprio Presidente do Conselho mostrou-se decepcionado com o rumo que o Fascismo tomou na Itália e no Mundo.
A possibilidade de votar em eleições livres foi um direito conquistado em Abril de 1974. No entanto, é nessas eleições que vimos que grande parte da população se abstém de votar, de exercer o seu direito cÃ*vico, de participar na vida pública.
Na minha opinião, hoje em dia, as “perseguições polÃ*ticas†ainda existem, embora de uma forma camuflada e sem dar origem a detenções ou prisão fÃ*sica. Quem não for “alinhado†dificilmente terá acesso aos cargos do Estado, que somos todos nós, e não apenas aqueles que tem ligações a partidos polÃ*ticos.
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